“Habitualmente, os homens em toda sociedade acreditam ser natural e inevitável o modo pelo qual vivem. Não vêem outras possibilidades e tendem a crer que qualquer modificação essencial em sua forma de existência levaria ao caos e à determinação. Estão seriamente convencidos de que seu modo de vida é o certo, sancionado pelos deuses ou pelas leis da natureza humana, e que a única alternativa à continuação da forma particular pela qual existem é a destruição. Essa convicção não particular pela qual existem é a destruição. Essa convicção não é apenas resultado de doutrinação: está arraigada na parte afetiva do homem, na sua estrutura de caráter, modelada por todas as disposições sociais e culturais, que o levam a querer fazer o que tem de fazer, de modo a ser sua energia canalizada para servir a função particular que tem como membro útil de determinada sociedade. É por essa razão mesmo, ou seja, por estarem enraizadas nos padrões de sentimento, que os padrões de pensamento são tão persistentes e resistentes às modificações.”
Erich Fromm – A sobrevivência da humanidade – Publicado em 1961
O que dizer?
Não se preocupe quanto a vontade de mudar, ela acaba sendo oprimida por toda essa pressão social que vivemos. É natural, e mais claro ainda, quando nos colocamos dentro da história da humanidade.
Resista!
“Apesar disso, até agora as probabilidades de que a atitude preventiva e racional seja tomada são desanimadoras. Não porque ela seja impossível segundo circunstâncias realistas, mas porque ambos os lados há uma barreira mental feita de clichês, ideologias, ritualísticas, e mesmo uma boa parte de loucura impede as pessoas – líderes e liderados – de ver com realismo e precisão quais são os fatos, e de separá-los da ficção e, em conseqüência, de reconhecer a existência de soluções outras que não a violência.”
Ainda há esperança!
PAZ
terça-feira, 8 de julho de 2008
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