sexta-feira, 3 de abril de 2009

Córrego, microbacia e percolamento da água da chuva

Em visita técnica a um dos córregos da microbacia de Adamantina, foi observado como a falta de planejamento, conhecimento e interesse dos órgãos públicos e da população geram grandes malezas para o meio ambiente e para a população que vive próximo deste.
O córrego está situado no fundo do vale, desta forma, quando há precipitação no topo do morro é natural que a água percole em direção à parte mais baixa. Se o morro estiver coberto por vegetação, essa água descerá mansa, não agredindo o solo e com baixo risco de erosão e deslizamento de terra. Onde existe pavimentação esse efeito erosivo é mais intenso.
Grande parte dos bairros de Adamantina estão situados no topo de morro e no fundo de vale. Para que o percolamento da água da chuva não seja erosivo, as ruas nas áreas de morro deveriam estar seguindo a curva de nível do mesmo. Desta forma, as casas e o próprio sistema de escoamento formariam barreiras físicas para a contenção da água. Mas como observado, isso não ocorre. As ruas descem direto do topo ao fundo do vale em linha reta (horizontal), aumentando a velocidade da água, que chega nos córregos com uma força avassaladora, agredindo a margem de forma erosiva.
Outro agravante é a inexistência de mata ciliar, tão necessária para a preservação do leito de córregos, rios e lagos. Para remediar esta falta, foi plantada gramínea, mas a grande quantidade de entulhos depositados à margem do córrego, fez com que a área plantada não aumente sua extensão verde. Este mesmo entulho, em dias de forte chuvas, acaba sendo depositados no leito do córrego, prejudicando a vazão, facilitando a degradação da margem.
Próximo a este buraco causado pela deposição do entulho, a menos de 30 metros da margem do córrego, uma casa corre sérios riscos de ser engolida pela erosão. Estimativas mostram, se houver chuvas fortes de longa duração, o buraco que está a menos de 10 metros de distância do portão pode aumentar, engolindo para o curso do córrego a casa e deixando mais uma família desabrigada.



PAZ

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Seu Zé

E agora José?

Continue seu caminho, não desanime. Fique firme em seus ideais!
Por favor, não deixe que a tormenta espiritual canalizada no seu coração corroa sua esperança, tudo dará certo.
Quem disse à você que seria fácil?!
Nos piores momentos, onde a solidão preenche o estômago, lembre-se de sua grandiosa facilidade em escutar a positividade que existe dentro de ti. Sabes que és grandioso. Não ignore aquilo que é real dentro do seu mundo paralelo ao material.
Tente entender, quem o enxerga com o seu verdadeiro valor não anunciará de imediato, pois o tempo mostra-te melhor que suas ações e palavras.

Acredite, bons tempos virão. A terra já foi preparada, a semente já foi semeada... Tudo foi feito da melhor forma pelo criador. Mas não é tão fácil cultivar o bem em tempos tenebrosos, e os frutos dessa plantação demora para produzir. Mas quando aparecer, saberás que valeu a pena!!!


PAZ


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

2009

Ano novo, antiga vida, velhos caminhos e novos meios para conquistar a premeditada vitória que não faz parte de jogo algum. Visão de novos tempos com vista no velho testamento, mas dentro do ciclo, opressor e oprimido nunca deixaram de existir.

Valor, novamente preciso falar-te, é relativo. Essa certeza conquistei com o tempo, que suavizou meu desespero de reencontrar-me novamente em insônias pensativas sobre qual caminho seguir nessa máquina perfeita com disfunções hormonais chamada planeta Terra.

Poxa, não sei porque toca-me forte no peito as histórias de pessoas comuns que morreram, quase sempre assassinadas, buscando um ideal. E quase sempre esquecidas... Não sei até que ponto elas as fazem por elas ou pelas outras pessoas que vivem ao seu redor. Poderia essa brutalidade ser calada por pólvora e omissão do poder e opinião pública? Por que não viro as costas pra tudo isso e vivo tranquilamente em meu leito confortável que o dinheiro pode proporcionar?

Já me disseram que deixo tais perplexidades existenciais interferirem na minha relação coletiva entre duas pessoas. Não consigo ser diferente. Existe uma coisa dentro de mim que me força ter muitos pensamentos. E esqueço dos prazeres que a vida promove. Alguns dizem que pode ser o espírito, a alma, meus medos e anseios, minha história de vida, o cérebro cheio de informação, depressão e até macumba. Busco a resposta, ainda não tenho, mas quando ter, acredite, estará expressa de alguma forma.

Crescimento econômico coletivo popular.
Justiça com interesses reais da verdadeira justiça que não se compra com dinheiro ou troca de favores.
Condições de igualdade real para todas as pessoas.
Abolição total do capitalismo de acumulação.
Respeito à natureza e a todo ser do meio natural.
Respeito a qualquer tipo de credo e a todos os tipos de rituais religiosos.
Fim do paradigma que existe diferença racial, somos todos iguais mas diferentes, somos a raça humana!

PAZ


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

!!!

Flutuar, vai... Leve meus pensamentos para momentos onde a magia da vida se fazia presente. Faça com que todos os meus sentidos sejam novamente aguçados pelas lembranças que aqui existem. Porque existe esta grande parede??? Eu consigo ver além dela, mas não posso voltar ao que se foi. Oh, vai pensamento, leve-me ao que realmente me importei, e fiz disso minha vida, pois o corpo que tu veste não consegue mais sentir o que se foi. Preciso de fotos, preciso de cheiros, preciso de músicas... Mas tudo soa e reflete algo tão obsoleto que me vigoro ao perceber que tu me enganaste este tempo todo, e não fizeste o que um dia tu firmava ser a mais pura verdade.

Oh pensamento, um sorriso meio ressabiado surge desta face que tu tanto ama, pois tu estás nos meus olhos, que é seu lar, seu aconchego, sua dor... Peço desculpas pois de vez em quando, tu sentes pavor por acreditar que tento te afogar com as lágrimas que um dia neguei que existia!


PAZ

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Joguei meu relógio fora!

Enfim, foi-se. Tudo é tão tudo que acaba não deixando espaço para o nada. Antes era eu comigo mesmo e Deus, agora sou eu comigo mesmo e Deus! A acelerada vida está ficando para trás. Não preciso mais correr contra o tempo, ele está a meu favor. Tracei meu destino, fugi por pensar que não suportaria a dor, hoje estou aqui, fazendo o que amo e amando o que faço. Causos diários na frente de casa na sombra de uma árvore acompanhado por um tereré. Vidas simples. Existe competição?! Claro! Vivemos em um mundo capitalista. Mas é diferente, difícil até de explicar. Faço força para ser aquele eu. Mas não lembro como fazer. Parece que quando realmente nos encontramos, o passado fica cada vez mais distante, e o fruto que semeamos em tempos tenebrosos ganha força para florecer e crescer. E aquele tempo que queria correr contra o relógio?! Ficou pra trás...

O amor floresceu novamente em meu peito.
Meu peito permitiu, mais uma vez, o crescimento desta árvore.
A árvore foi semeada de maneira involuntária.
O acaso soube escolher uma ótima semente...
Meu peito é solo fértil para o amor!


PAZ

domingo, 12 de outubro de 2008

Água Diamante

O que tem mais valor, a água ou o diamante? Estranho perceber que a resposta para tal questão é sempre uma falha do pensamento, agregado a valores estabelecidos. Diamante, um minério raro, com difícil acesso para ser retirado da natureza. Devido sua escassez, e sua beleza (isso é relativo) muitos sonham um dia ter essa pedra preciosa pendurada no pescoço, no braço e até mesmo no dedo. Água, elemento básico para a vida. Abundante, ainda mais para quem tem acesso à essa riqueza através de tubos e canos. Não existe vida sem água. Imagine qual o valor de um copo com água para quem está com muita sede. Imagine agora para quem está a beira da morte, que a 5 dias não bebe um copo com água... Mas, mesmo sendo vital, e com valor inestimável, ninguém pensa em presentear outra pessoa com um copo com água, ou um balde com água... Ou um caminhão pipa! E o que tem mais valor, a água ou o diamante? Creio que isso deve-se ao fato da água ser abundante e o diamante raro. A água é vital, mas temos todos dias saindo da torneira, o diamante, para alguns, também pode ser vital. Como posso viver sem aquele colar maravilhoso???

Escassez, palavra que explica muito sobre esse fenômeno de valores que estabelecemos ao que nos rodeia. Antes de sermos animais racionais, somos organismos vivos que necessita de energia vinda do meio natural. Antes de sermos consumidores, somos produtores. Sem a venda de sua mão-de-obra para a produção, não existe meio (nem dinheiro) para consumir o que tu não consegues produzir. Supre-se as necessidades básicas, criam-se outras necessidades. E os valores dependem das influências que bombardeiam sua personalidade, ou o meio social que vive.

Isso não inclui somente o fator material, nosso afeto, desejo, amor, amizade dependem da tal lei da escassez. A abundância forçam-nos a não valorizamos o quanto deveríamos valorizar o que temos em mãos. Sabemos que é vital para vida, mas não damos o devido valor. Pensando até mesmo que o maior valor está nas peças raras que existem escondidas pelo mundo. Sei, que é necessário sonhar, mas voltemos ao que realmente nos impulssiona a viver. A peça rara tem seu valor, não questiono sua preciosidade, mas será que é isso, realmente, que precisamos para continuar a viver?!




PAZ

sábado, 4 de outubro de 2008

Só-corro, Soco-rro, Soc-orro...

Um grito de socorro, silenciado pelo tempo perdido no espaço. Quantas vezes mais escutarei, sem saber de onde vem e para onde vai. O infinito preenche o vazio, o vazio fica contido de infinito, são apenas dois lados da moeda, que cabe ao interpretador escolher o que lhe convém. Esse grito chega aos meus ouvidos, as vezes mais intenso, fazendo minha alma tremer, as vezes mais fraco, suave, transformando a aflição em uma calma não desejável. Olho ao meu redor, vejo tantas pessoas, muitas situações, automaticamente forço-me a apontar para aqui ou ali dizendo: "Tu estás precisando de ajuda?" Mas a resposta sempre foi negativa. Que saco, ainda não encontrei à quem viva no desespero de ser ajudada. Acho que estou louco, se eu escuto, mas não posso ver, à quem devo esta proeza? Se pensar como um psicólogo, serei presenteado com algum distúrbio, se pensar como algum guru espiritual, estou recebendo mensagens do além. Mas no fim, mesmo com dúvidas tenho capacidade de realmente decifrar este enigma que me assusta.
Em um desses papos de fim de tarde, olhando o sol se esconder para mim e proporciando luz à outros, retomei alguns questionamentos. E percebi o quanto, ainda, não conheço quem vos escreve. O pior é ter a certeza de que tudo já está claro e resolvido, e depois cair na real que estamos só na ponta do iceberg. E nessa tarde, onde a passarinhada cantarolava cânticos de liberdade, fechei meus olhos, comecei a canalizar meus pensamentos nos restos de raios solares que à mim chegavam, tentando sentir a energia que alimenta e faz crescer, e veio o grito, o grito de socorro. Mas nesse momento foi diferente, consegui discernir o tom da tal voz, me assustei! Abri os olhos. Estava eu ali parado, perplexo por agora sim ter a certeza, que os gritos eram meus.



PAZ