O que tem mais valor, a água ou o diamante? Estranho perceber que a resposta para tal questão é sempre uma falha do pensamento, agregado a valores estabelecidos. Diamante, um minério raro, com difícil acesso para ser retirado da natureza. Devido sua escassez, e sua beleza (isso é relativo) muitos sonham um dia ter essa pedra preciosa pendurada no pescoço, no braço e até mesmo no dedo. Água, elemento básico para a vida. Abundante, ainda mais para quem tem acesso à essa riqueza através de tubos e canos. Não existe vida sem água. Imagine qual o valor de um copo com água para quem está com muita sede. Imagine agora para quem está a beira da morte, que a 5 dias não bebe um copo com água... Mas, mesmo sendo vital, e com valor inestimável, ninguém pensa em presentear outra pessoa com um copo com água, ou um balde com água... Ou um caminhão pipa! E o que tem mais valor, a água ou o diamante? Creio que isso deve-se ao fato da água ser abundante e o diamante raro. A água é vital, mas temos todos dias saindo da torneira, o diamante, para alguns, também pode ser vital. Como posso viver sem aquele colar maravilhoso???
Escassez, palavra que explica muito sobre esse fenômeno de valores que estabelecemos ao que nos rodeia. Antes de sermos animais racionais, somos organismos vivos que necessita de energia vinda do meio natural. Antes de sermos consumidores, somos produtores. Sem a venda de sua mão-de-obra para a produção, não existe meio (nem dinheiro) para consumir o que tu não consegues produzir. Supre-se as necessidades básicas, criam-se outras necessidades. E os valores dependem das influências que bombardeiam sua personalidade, ou o meio social que vive.
Isso não inclui somente o fator material, nosso afeto, desejo, amor, amizade dependem da tal lei da escassez. A abundância forçam-nos a não valorizamos o quanto deveríamos valorizar o que temos em mãos. Sabemos que é vital para vida, mas não damos o devido valor. Pensando até mesmo que o maior valor está nas peças raras que existem escondidas pelo mundo. Sei, que é necessário sonhar, mas voltemos ao que realmente nos impulssiona a viver. A peça rara tem seu valor, não questiono sua preciosidade, mas será que é isso, realmente, que precisamos para continuar a viver?!
PAZ
domingo, 12 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Só-corro, Soco-rro, Soc-orro...
Um grito de socorro, silenciado pelo tempo perdido no espaço. Quantas vezes mais escutarei, sem saber de onde vem e para onde vai. O infinito preenche o vazio, o vazio fica contido de infinito, são apenas dois lados da moeda, que cabe ao interpretador escolher o que lhe convém. Esse grito chega aos meus ouvidos, as vezes mais intenso, fazendo minha alma tremer, as vezes mais fraco, suave, transformando a aflição em uma calma não desejável. Olho ao meu redor, vejo tantas pessoas, muitas situações, automaticamente forço-me a apontar para aqui ou ali dizendo: "Tu estás precisando de ajuda?" Mas a resposta sempre foi negativa. Que saco, ainda não encontrei à quem viva no desespero de ser ajudada. Acho que estou louco, se eu escuto, mas não posso ver, à quem devo esta proeza? Se pensar como um psicólogo, serei presenteado com algum distúrbio, se pensar como algum guru espiritual, estou recebendo mensagens do além. Mas no fim, mesmo com dúvidas tenho capacidade de realmente decifrar este enigma que me assusta.
Em um desses papos de fim de tarde, olhando o sol se esconder para mim e proporciando luz à outros, retomei alguns questionamentos. E percebi o quanto, ainda, não conheço quem vos escreve. O pior é ter a certeza de que tudo já está claro e resolvido, e depois cair na real que estamos só na ponta do iceberg. E nessa tarde, onde a passarinhada cantarolava cânticos de liberdade, fechei meus olhos, comecei a canalizar meus pensamentos nos restos de raios solares que à mim chegavam, tentando sentir a energia que alimenta e faz crescer, e veio o grito, o grito de socorro. Mas nesse momento foi diferente, consegui discernir o tom da tal voz, me assustei! Abri os olhos. Estava eu ali parado, perplexo por agora sim ter a certeza, que os gritos eram meus.
PAZ
Em um desses papos de fim de tarde, olhando o sol se esconder para mim e proporciando luz à outros, retomei alguns questionamentos. E percebi o quanto, ainda, não conheço quem vos escreve. O pior é ter a certeza de que tudo já está claro e resolvido, e depois cair na real que estamos só na ponta do iceberg. E nessa tarde, onde a passarinhada cantarolava cânticos de liberdade, fechei meus olhos, comecei a canalizar meus pensamentos nos restos de raios solares que à mim chegavam, tentando sentir a energia que alimenta e faz crescer, e veio o grito, o grito de socorro. Mas nesse momento foi diferente, consegui discernir o tom da tal voz, me assustei! Abri os olhos. Estava eu ali parado, perplexo por agora sim ter a certeza, que os gritos eram meus.
PAZ
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