Simples acordo entre o bem e o mal. Tratado em contrato com a assinatura de ambas as partes. Estão dando trégua um ao outro, sem ressentimentos. Querem folga, estão cansados, muito duro a rotina desses dois lados, assim, acho merecida! Em umas das cláusulas do contrato, eles confirmam o que nós já conhecemos como livre arbítrio. Todas as decisões humanas não terão a intervenção do bem e do mal, será simples assim, cada um tomará a sua decisão sem qualquer tipo de manipulação. Ninguém mais será impulsionado pelo ódio, pelo rancor, pela paz nem pelo amor. É, eles não vão mais, por um determinado tempo, exercer força maior sobre essa tal liberdade. Mas isso me deixa confuso. Se temos o livre arbítrio, porque eles interferem incondicionalmente nessa tal liberdade??? Então a palavra certa não é "livre" arbítrio, seria melhor chamar de arbítrio "condicional". Mas vamos lá, não deixemos tais questões nos direcionar para fora da prosa inicial, estamos aqui para falar da trégua entre o bem e o mal. Já que eles não vão mais interferir, o que restará dentro da humanidade??? Qual sentimento que impulsionará os caminhos e as decisões??? O que acontecerá com o mundo??? Será que todos ficarão parados, imóveis, esperando tal força alavancar de dentro do peito a ação desejada??? Ou encontraremos o equilíbrio tão sonhado pelos pensadores que lutam pela igualdade??? Ou entraremos no caos total por não saber o que realmente nos impulsionava a viver??? Ou será que o vazio interior nos condicione a procurar o espírito que há dentro de nós??? Nossa! Tanta coisa pra perguntar...
Estranho pensar, mas fica imaginável agir!
PAZ
quarta-feira, 16 de julho de 2008
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